quarta-feira, 17 de junho de 2015

Somos tão frágeis





















Eu não pedi pra vir ao mundo e ver do que a vida é capaz
Não pedi para ver como os dias são rápidos e cruéis
Só nos fazem perder o tempo que um dia foi perdido
A velhice é traiçoeira
Não pedi para ver as pessoas se suicidarem pelas mesmas causas que as minhas,
todos nós somos fracos
Porque eu vim ao mundo?
A partir do momento em que nasci já tinha o maldição de morrer
Somos tão frágeis...
Eu não pedi para viver e perceber que a vida é tão injusta
Ah como ela é injusta....
Temos pouco tempo
Morrer de desgosto é tão fácil
As notícias só mostram misérias
As crises são maiores a cada dia
Sim, a vida é injusta
Somos tão frágeis....
Eu não pedi para crescer
Nem estou aqui para lutar mais
Não vale mais a pena viver, entenda isso!
Se estou aqui para sofrer não foi culpa dos meus pais
Eles não sabem o que fazem
Só estou condenado a morrer pelas minhas próprias fraquezas
Todos São frágeis...
As lágrimas caem do rosto pálido
O último suspiro de dor
Sim, eu quero partir... não aguento mais
Tudo foi em vão, meus dias só mais um verão
Tudo foi perdido
A esperança se foi quando você partiu...
Minha tristeza só aumentou
Não foi culpa de meus pais nem sua.
A vida é tão complicada...
Foi tudo tempo perdido....
Não sou o único a viver em vão
Somos todos frágeis...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Pedaços de cinzas

Virei cinzas
Percebi esta noite estou queimando por você querida
O meu corpo será espalhado pelo vento
Levado a cada canto dessas ruas desertas
O que sou? Não importa
Os meus propósitos são mais importantes do que eu mesmo
Desabei em pensamentos sem sentidos
Percebi que tudo que eu sonhava ser era uma prisão
O que sou é fruto de decisões banais
Não preciso pertencer a algo para ser alguém
Não preciso de rótulos
O que sou é o que sou
Eu sou essas cinzas espalhadas pelas ruas
Estou em todos os lugares
Tenho a mesma cor
Sou tudo e nada
Não pertenço a grupo algum
Sou apenas pedaços de tudo que aprendi e vivi
A diversidade de ideias, crenças e valores
Eu sou as cinzas de um papel que se incendiou com escolhas triviais